08/03/2007 01:17
Até breve!

Um espaço como este não poderia ser abandonado aqui assim, com essa frieza. Foi aqui que tudo começou. O destino quis que os jovens escritores, que outrora dedicavam-se a fazer deste blog o mais visitado, comentado e aprovado pela crítica virtual brasileira, seguissem seus caminhos de maneira distintas.

Maicou especializou-se no Sandália e Meia. O Moicano agora dedica-se ao Blog do Cano. Eu escrevo no Isso que eu falei. O Fernandinho encontra-se atarefadíssimo com seus compromissos acadêmicos na UFF.

Ainda veio o sonho de que tudo que fosse publicado nos domínios individuais, fosse transcrito para cá. A idéia morreu com o tempo.
Despeço-me deste blog com este post. Talvez algum dia eu ainda volte. Por enquanto, fico nas boas lembranças de que foi aqui que dei meus primeiros chutes. Aqui recebi os primeiros elogios pelos meus escritos e aqui eu fiz as primeiras pessoas rirem das minhas palavras.

Hasta la vista, blog Koalas!



*Ulisses Vasconcellos*
enviada por Coalas



10/01/2007 01:29
O lado oculto da força

“Por trás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher”. Velho dito popular, ainda condizente com esse cotidiano tão louco da vida universitária. E por trás de uma grande instituição, sua versão feminina.

São quatro. Cada uma do seu jeito. De belezas bastante singulares. Especiais. Em alguns momentos a amizade atinge níveis de irmandade. Outros, o grau decai alguns centígrados. Nada muito sério. Questão de tempo, o ciclo gira, e lá estamos nós de novo como uma só equipe.

Até os respectivos cônjuges têm seu valor. De uma, Rodrigo. Da outra, o Capô. Outra, o Moicano. Finalmente da última, a galera. Tudo sempre nos conformes. Os anos se passam e os romances continuam. Ainda bem.

De um boteco a uma viagem ao litoral, de um almoço de fim-de-semana a um jogo de Copa do mundo. São elas a companhia. Monique. Luiza, Vivi e Camila. Amigas. Parceiras. A outra parte do time.



*Ulisses Vasconcellos*
Isso que eu falei.

enviada por Coalas



10/01/2007 01:25
Mais um serviço de webmaster bem-sucedido!!! Eu vou começar a cobrar, eu acho...

Jel, Ré.
http://balango.blig.com.br
enviada por Coalas



24/12/2006 00:29
Um ano sem ela

Um ano, quatro meses e treze dias. De 11 de agosto de 2004 a 24 de dezembro de 2005. Foi esse o período em que a tive comigo. Passou pela minha vida deixando apenas coisas boas, e se tornou, pra sempre, inesquecível. Se foi na véspera de um Natal. Uma fatalidade, um acidente, talvez uma das vezes em que mais chorei em minha vida. O Deus dos esquilos julgou aquela ser a hora.

Restaram as boas lembranças. A roedorazinha mais linda a passar por este mundo foi minha! Um bichinho muito especial. Fez por onde valer toda a dor da separação. Quem sabe agora ela não está melhor, mais feliz. Não sei se os esquilos têm alma, têm céu. Se tiverem, espero que ela esteja em um lugar privilegiado. E há de estar.

Assim viveu a Maria, a primeira e mais especial das minhas esquilas da Mongólia. Um ano se passou, e fica aqui minha manifestação de saudade e agradecimento por todo o bem que ela me proporcionou. Ainde te vejo de novo, Pretinha!






*Ulisses Vasconcellos*
Isso que eu falei
enviada por Coalas



05/12/2006 10:44
Porque música instrumental?Ninguém canta não? Mas que chato!

Ouvir música instrumental não é apenas questão de gosto, mas de entendimento e sensibilidade. Há uma certa dificuldade em aceitar esse tipo de música por parte de muitas pessoas devido ao grau de abstração contido. Pois uma poesia cantada já nos leva á algum caminho, ao menos sugere algo. A música instrumental pede uma audição muito ativa para que se tire alguma mensagem ou que se crie imagens mentais a partir das notas, acordes e batidas. Não se pode perder de vista, que por trás da parede sonora há sentimento e uma proposta. As notas não são jogadas e mortas. Quando ouvimos um disco de música clássica, surge a impressão de que é uma música absoluta e esquecemos que são músicos humanos imprimindo algo naquelas notas, fato que se percebe pela diferença entre interpretações de orquestras diferentes para uma mesma obra.
Ora, música é essencialmente som. E pode ser muito interessante o execício de tentar entender o que um saxofonista está tentando nos dizer no seu improviso. E é claro que esse nível de abertura e abstração permite que cada indivíduo entenda uma coisa diferente, que por sua vez não tenha nada a ver com a intenção do intérprete ou do compositor. E isso só tem a somar no processo de “encontro artístico” entre o instrumentista e as pessoas.
Os preconceitos contra a música instrumental são também fruto da indústria cultural, que padroniza a produção fonográfica, limitando o que pode ser veiculado nos meios de comunicação de massa. Isso cria um grande distanciamento entre este tipo de manifestação artística e as pessoas, que ficam “viciadas” ao tipo de música padrão que a indústria cultural impõe. Muita gente diz que não gosta de música instrumental, mas não conhece, não está habituado a exposição á este tipo de mensagem. Pois passemos por cima disso tudo e deixemos as notas soarem sem pressão, sem cobranças, sem esperar “o cara começar a cantar”. Sigamos a pista que o nome da música nos revela e vamos embora! Prazerosamente... que beleza...

Férrei
Música Com Capô
enviada por Coalas



04/12/2006 19:58

Salve o Tricolor Paulista!





No ano de 2006, não teve pra mais ninguém. O São Paulo Futebol Clube atropelou a todos e conquistou, com méritos, a primeira divisão do campeonato nacional. O título que veio no final do ano, coroou uma temporada brilhante do Tricolor, que antes de faturar o tetra, foi o vice-campeão paulista, da Recopa Sul-americana e da Taça Libertadores da América.

Surpreendendo àqueles que temiam um completo desmanche após a conquista do mundial de 2005, o clube fez um brilhante planejamento para o ano seguinte, manteve a base e provou porquê é o clube mais estruturado do país.

A equipe encheu os olhos do torcedor são-paulino. Mostrou que na hora de decidir, o conjunto é que fala mais alto. Um time, acima de tudo, homogêneo. Ao contrário do Cruzeiro de Alex, em 2003, do Santos de Robinho, campeão em 2004 e do Corinthians de Tevez, que faturou o caneco no ano passado, o tricolor não contou com um camisa 10 que carregasse o time nas costas, tampouco com um centroavante matador. O segredo do sucesso foi a manutenção da espinha dorsal da equipe, que vem jogando junta há quatro temporadas.

Méritos também para o treinador Muricy Ramalho, em cujas mãos foi delegada a enorme responsabilidade de conduzir a equipe recém-campeã mundial. O técnico não deixou a peteca cair. Soube, com muita competência, manter o domínio sobre os atletas, teve pulso firme e seriedade para baixar a bola do time, até que o título estivesse totalmente assegurado.

O São Paulo Futebol Clube presenteou sua maravilhosa torcida, que amargava o jejum de 15 anos sem um título nacional. Mais do que isso, ela pôde festejar a conquista, pela primeira vez em sua história, dentro do Morumbi. O futebol brasileiro, como um todo, também saiu vencedor em 2006. Nenhuma suspeita de fraudes na arbitragem e um campeonato disputado inteiramente dentro das quatro linhas. Por tudo isso, ainda vai ser ecoado por muito tempo o grito que embalou o triunfo do Tricolor Paulista: Vai lá, vai lá, vai lá! Vai lá de coração! Vamo São Paulo, vamo São Paulo, vamo ser campeão!

enviada por Coalas



01/12/2006 17:26
Matérias minhas publicadas no jornal Campus:



4ª Semana de Ciências Penais

A Comissão de Formatura Direito 2003/2008 e o Departamento de Direito promoveram, de 7 a 9 de novembro, a 4ª Semana de Ciências Penais, com o tema "Segurança Pública em Viçosa". As palestras foram realizadas no Espaço Cultural "Fernando Sabino" e prestigiadas com grande participação dos estudantes de Direito.

A abertura do evento foi feita pelo professor e presidente da OAB de Viçosa Elcio Cruz, seguida das palestras da psicóloga da APAC Ana Cláudia Junqueira, "Um caminho para a ressocialização", e do advogado e professor de Direito Penal Glauco Rodrigues de Paula, "Penas Alternativas".

No segundo dia, falaram o promotor Gabriel Pereira Mendonça, sobre "Segurança Pública e Ministério Público", e a vereadora Lúcia Duque Reis, sobre "A realidade de Viçosa para o Legislativo".

No encerramento foi feita uma mesa-redonda tendo como tema "Criminalidade em Viçosa, problemas e soluções", com a participação do juiz Napoleão Rocha Lage, do defensor Rodrigo Simões Rocha, do delegado Sérgio Augusto Riani do Carmo e das professoras de Direito Luciene Rinaldi Colli e Karina Romualdo Conegundes.



Embrapa promove Concurso de Fotografia

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio da unidade Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás-GO), realiza o concurso de fotografias denominado “Lavoura de Feijão e Lavoura de Arroz”.

Com o objetivo de divulgar e promover ambas as culturas, o concurso será aberto a fotógrafos profissionais e amadores. As categorias envolvidas são: “Fotos de Lavouras de Arroz” e “Fotos de Lavouras de Feijão”. A premiação é de R$2 mil ao vencedor, e o segundo e o terceiro colocados receberão certificados.

A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site www.cnpaf.embrapa.br/fotografia/pdf/concursofotografia200.pdf. Os participantes devem remeter suas fotografias, até o dia 31 de março de 2007, à Embrapa Arroz e Feijão – Área de Comunicação Empresarial; Rodovia Goiânia – Nova Veneza, km 12 – CEP 75375-000 Santo Antônio de Goiás-GO. Os premiados deverão ser conhecidos em 30 de abril.

Cada interessado poderá concorrer somente com duas fotografias para cada tema proposto. As imagens devem apresentar tamanho 20X30cm ou 24X30cm, podendo ser coloridas ou em preto e branco, e poderão ou não conter retoques gráficos. Não serão aceitos trabalhos já exibidos em público ou premiados sob qualquer aspecto. Mais informações pelo telefone (62) 3533-2110.



E a foto desta matéria fui eu que tirei.


*Ulisses Vasconcellos*
Isso que eu falei
enviada por Coalas



01/12/2006 17:12
Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou.

O Blog Koalas - por sinal o melhor blog do mundo - acaba de passar por mais uma revolução, sempre buscando o melhor para você, leitor!

É certo que o blog não tem sido constantemente atualizado, mas um novo acordo o recolocará como um dos mais visitados da web. Para começar, o template foi totalmente reformulado e agora volta às origens clássicas do termo Coala. Além disso, um acordo foi feito para que todos coalas republiquem aqui todo o material que estará em cada blog individual, fazendo deste um espaço cada vez mais democrático e diversificado.

É esperar para ver!

*Ulisses Vasconcellos*
enviada por Coalas



07/10/2006 02:28

Rebecca Vasconcelos Espíndola Ferreira ***04/10/2006***




A tarefa agora é fácil! Se fosse varão, caberia a mim traçar as diretrizes para que se consolidasse como um legítimo seguidor do trinômio que caracteriza a doutrina Coala: Balangão, Djavan, Rodriguista, Vagabundo, Saponáceo e do Não...

Já que fui contemplado com uma princesinha, basta que seja Saponácea, e, por conseguinte – ainda que isso possa causar transtornos – do Não!

Deus abençoe a mais nova filhotinha de Coala, recém chegada ao mundo, que encheu de emoção e felicidade essa minha vida louca!





(ah... eu não me casei com Ulisses. O Vasconcelos no nome, além de ser uma homenagem ao referido amigo, foi um pedido da minha avó: D.Anita Vasconcelos, que por sua vez, já deve ter pegado Ulisses.)
enviada por Coalas



30/09/2006 15:00

A Final...




A Final...

Minha vida inteira passou em um filme diante de meus olhos naqueles instantes. Caminhava pela reta da Universidade a passos lentos, e o céu acinzentado, deprimido, insistia em me desencorajar. Em poucos minutos, enfrentaria aquele que seria até então o maior desafio de toda a minha trajetória acadêmica. Do outro lado do tatame, o único homem que algum dia ousou submeter um Coala à berlinda da prova final. Seu nome: Jonaz Queiroz Thomas.

No trajeto de poucos quilômetros que distanciavam o meu lar e o Departamento, a memória vagava, procurando, sem querer, desvendar as circunstâncias que me conduziram àquela situação. E meu coração se estraçalhava com a constatação de que eu havia sido relegado à categoria de paspalho, quando mergulhei de cabeça no universo da formação histórica brasileira, num vão esforço de ser aprovado em curto prazo. Dias, noites e madrugadas de árduo estudo jogados ao relento.

Vinte e quatro horas antes, eu ainda dialogava, a contragosto, com Gilberto Freyre. Ele me dissertava a respeito do “ar quente e oleoso, advindo da África, que temperava o Brasil-colônia”. Eu, em silêncio, retrucava com ele: “Ora Gilberto, por acaso queres que eu te diga quem é quente e oleoso, seu filho da puta???”

Certamente eu não precisaria nem dizer.

Revolução Técnico-Científica, burguesia, aristocracia, pacto colonial, liberalismo, neocolonialismo, neonazismo... Era só o que eu podia conceber! Estive alienado, alucinado. A barba, já não aparava mais. Os cabelos, não os lavava. As unhas, há tempos não cortava. O tártaro agigantava-se aos meus dentes; os piolhos, aos meus dedos dos pés. Onde eu fora parar? Em quê eu me transformara, por conta da terceira avaliação de J.Thomas???

Recordei-me da expressão trágica de meu amigo Férrei, quando da divulgação da nota do trabalho sobre Rui Barbosa (outro filho da puta!). O olhar desapontado de meu comparsa parecia querer dizer: “Que vida louca, não?...” Afinal, será mesmo que faltou-nos caráter, como se queixara o professor? Até quando a perseguição vigoraria? Conseguiria eu, enfim, me superar?

Todas essas turbulências que atordoavam meus pensamentos eram, de súbito, amaciadas pela bela imagem dos olhos tropicais de Jaque Brasila, que a mim emergiam. Ela, a minha musa do intercurso 2006/1-2... Tolice! Não há tempo para isso. Colonização, escravidão, Inconfidência Mineira, monopólio comercial, Revolta da Vacina, Revolta de Canudos... Que bosta.

Falta muito pouco para o duelo. Só eu e J.Thomas, cada um por si. Olho para o céu, na tentativa de localizar a estrela mais radiante, que haveria de conectar a cidade de Viçosa a Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Niterói, Bragança, Brasila. Eu necessitava de energia extra. Ao certo, por trás das nuvens negras que cobriam o firmamento, se escondia a estrela, canalizando a força de meus amigos para meu coração.

Eis que penetro o edifício do DAH, na hora combinada pelas partes. Lá está ele, à espreita, como uma serpente que aguarda um passo em falso da sua presa. Coincidentemente, uma antiga professora, conhecida e querida, se faz presente, e o profere referências a meu respeito: “Esse garoto, peça rara, da pá virada. Mas é um bom menino!”. J.Thomas, sem olhar em meus olhos, dispara: “É mesmo? Pois pergunte-o o que faz aqui...”. Sua ironia quase despedaçava minhas esperanças.

Entregou-me a avaliação. Eu o mirava feito um boxeador irado a seu oponente. Ele se continha, e evitava o meu olhar. Que diabos seriam as limitações do conceito de família patriarcal? Ah... os lábios carinhosos e os olhos tropicais de Jaqueline...! Padrão de privacidade por Nicolau Sevcenko – seria o primo de Andriy Shevchenko, ponta-de-lança do Chelsea? Pressões sofridas pelo Antigo Sistema Colonial para a emancipação política... A voz deliciosa de Jaque Brasila. Que magia têm aqueles olhos tropicais, a pele alva e macia...! E como quisera eu me apoderar, só por um instante, da sabedoria de Maicou.

“O tempo já foi”.– exclama J.Queiroz Thomas, por cima dos óculos. Puta que pariu!!!

Antes de devolver a folha, intimo o mestre: “Hei, Jonaz, haja o que houver, seja justo!”. Por muito pouco, não obedeço ao meu subconsciente, desejoso de que a boca reverberasse: “Hei, Jonaz, haja o que houver, vai tomar no c#!”. Pela primeira vez, ele me fita. “Esteja certo de que serei justo”. “Pois bem. Que assim seja” – me despedi.

A ansiedade toma conta de meu espírito nos dias que se seguem. A fome não me assola, a sede não me tortura. A alegria de viver não resplandece em meu semblante. Nem mesmo um corpo de mulher é capaz de me erguer. Contudo, a solidariedade dos verdadeiros amigos consola e acalenta minha angústia, fazendo-me crer que a vitória é possível. Milhares de mensagens no celular, no fax, scraps, e-mails, telegramas, expressando a torcida pelo meu êxito.

Quarenta e oito horas depois, a sentença – a aprovação. O pesadelo se finda, trazendo a libertação de um desgostoso convívio, no próximo ano, com a geração perdida de 2005. É o triunfo da imparcialidade sobre a perseguição, da justiça sobre a discórdia. Do Não sobre o Sim. E digo mais: 2006/2 que me aguarde. Não perderei minha ternura, mas serei muito mais duro na queda.

E tenho dito.


Cano.




enviada por Coalas






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